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Observatório do Sindienergia-RS

Renove os hábitos, renove as energias

Comitiva gaúcha visita o setor de eólica offshore nos Estados Unidos

Networking, troca de conhecimento e acesso às inovações do setor de offshore foram os objetivos da missão aos Estados Unidos. Representantes do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) e de empresas do setor no estado integraram a comitiva brasileira que esteve no International Offshore Wind Partnering Forum (IPF), realizado na última semana de março, em Baltimore (Maryland).

Antes de acompanhar o evento principal, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto as ações dos governos municipal e estadual da Virgínia para receber empresas do mercado eólico de offshore. Foram três dias de imersão, estudos, formação, dados e apresentação de como a região está se organizando nesse sentido. “Os representantes norte-americanos estão alinhados e focados na capacitação de profissionais e no uso de portos. O Porto da Virgínia, em Norfolk, foi totalmente reformulado para atender exclusivamente a indústria de offshore”, relata a diretora de Operações e Sustentabilidade do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal.

Qualificação de profissionais – Na visão da diretora-executiva da Aeroespacial, Caarem Denise Studzinski, que integra a missão, as lições e experiências aprendidas por outros grupos, que vão “fornecer entradas e premissas para formularmos com maior proficiência um plano de eólica offshore no Brasil e no RS, principalmente”.

Ela ressalta a importância do investimento em educação e capacitação. “É preciso um programa longo e que necessita iniciar agora. Aqui, na Virgínia, esse programa começou há oito anos, então, temos a oportunidade de aprender com eles, tanto com o Porto da Virgínia, como também no evento IPF, e formularmos vários níveis de formação”, avalia.

Caarem Denise Studzinski destaca ainda que há universidades no Sul do Brasil com grandes potenciais para a formação de profissionais neste setor, “Todas elas podem ter disciplinas, fixas ou optativas, com relação às energias renováveis. Não só a parte econômica, as questões técnicas devem ser incluídas. Também vejo como importante o Observatório do Sindienergia ter sido criado para a disseminação de informações confiáveis sobre o setor”, disse.

Supply Chain – O head de Desenvolvimento de Negócios da Keppel Fels Brasil, Bruno Búrigo, salientou que a missão “possibilitou agregar os diversos stakeholders do setor, afim de atraí-los em busca de soluções conjuntas para o desenvolvimento de uma cadeia homogênea e competitiva no mercado nacional”.

Para ele, a oportunidade de aprender com as boas práticas e experiências do mercado norte-americano é fundamental para a competitividade do segmento. “Acredito que esforços coletivos podem agregar e acelerar tais desafios, com resultado de atrair a indústria e fortalecer uma transição energética”, reforçou.

“A delegação do Sindienergia-RS, participando ativamente de eventos como o IPF, mostra a seriedade e disposição que empresas presentes no estado vêm trilhando para o desenvolvimento desta indústria dentro do Rio Grande do Sul”, argumentou.

Os desafios no Brasil, segundo Búrigo, são a necessidade de regulamentações claras, incentivos à indústria e às capacidades técnicas. “Isto precisa ser mais bem fomentado, com intuito de gerar um ambiente seguro para todos os investidores”, concluiu.

International Offshore Wind Partnering Forum (IPF) – É a principal conferência eólica offshore das Américas, que conecta milhares de líderes de todo o mundo, na busca por parceiros na cadeia de suprimentos. A IPF oferece oportunidades de networking e fornece as principais atualizações sobre o setor, desde tecnologia e política até segurança e localização.

 

Texto por: Sindienergia-RS