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Observatório do Sindienergia-RS

Renove os hábitos, renove as energias

Segundo mandato de Eduardo Leite terá foco na transição energética e sustentabilidade

O Rio Grande do Sul, a partir de 2023, viverá uma situação inédita quando Eduardo Leite assumir como o primeiro governador reeleito da história do Estado. Na área de energia, o dirigente adianta que o objetivo será melhorar a base de infraestrutura gaúcha, a partir de um modelo sustentável e com a implementação de políticas de transição energética.


“Crescer com inovação, transição energética e sustentabilidade é uma das cinco prioridades da nossa campanha e plano de governo”, reforça Leite. O governador eleito enfatiza que, no que diz respeito à política energética, a intenção é preparar o Rio Grande do Sul para um novo ciclo de desenvolvimento com sustentabilidade, o que significa apostar ainda em energias renováveis e na diversificação.
Ele ressalta que, atualmente, as fontes renováveis representam cerca de 81% da potência instalada e 78% da energia produzida no Rio Grande do Sul. “Ou seja: já somos referência e queremos ampliar esta característica”, frisa Leite. O dirigente recorda que o Estado assumiu compromissos globais de redução de emissão de carbono e está trabalhando para se tornar um destaque na produção de hidrogênio verde, uma estratégia, conforme ele, iniciada no primeiro governo e que será potencializada no segundo.


Leite acrescenta que outras ações do primeiro mandato também devem gerar impactos significativos no segundo período de governo, como os mapeamentos dos potenciais eólico, das biomassas e solar, a isenção de licenciamento ambiental para autoprodução e geração distribuída de energia, além da Política Estadual do Biometano e do Programa Gaúcho de Incentivo à Geração e Utilização de Biometano. “Creio que no segundo mandato também aparecerão com ainda mais intensidade e alcance as consequências dos investimentos realizados pelo processo de privatização do setor de energia no Rio Grande do Sul, concluído com sucesso no primeiro governo”, projeta. De acordo com o governador eleito, se antes a prioridade foi equilibrar as contas, agora será acelerar as políticas públicas, melhorando a performance da presença do governo do Estado em todas as áreas, o que inclui a promoção do desenvolvimento econômico.
No plano de governo da próxima gestão, intitulado “Crescer Juntos”, é assinalado que o mundo procura soluções para aumentar a geração de energia renovável e o Rio Grande do Sul pode ser um líder desse movimento e, consequentemente, da atração de novos investimentos nacionais e internacionais. “Investimentos e acordos recentes nas áreas de energia eólica e hidrogênio verde são exemplos que devem ser expandidos. É indispensável assumir compromissos como liderança política com a não expansão de fontes de energia poluentes”, descreve o documento. O texto relembra que, em 2021, começou a ser desenhada a política estadual de enfrentamento das mudanças climáticas, fixando um arcabouço institucional para expressar compromissos do poder Executivo, cujo ápice foi a assinatura do Race to Zero e a participação na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima em Glasgow (Escócia).


Ainda dentro do plano de governo, quanto à área de infraestrutura e prioridades que serão trabalhadas, foram listadas a atualização dos instrumentos de mapeamento e monitoramento das sensibilidades ambientais, buscar a contínua desburocratização e atualização dos procedimentos licenciatórios, trabalhar pela inclusão dos municípios no Sistema Online de Licenciamento e desenvolver um plano de transição energética. Também está previsto efetivar políticas capazes de viabilizar a criação do mercado de hidrogênio verde, inovar na agenda ambiental a partir do estímulo à produção de energias renováveis, apostando no potencial eólico, solar e biomassa, e incentivar a contratação de energia limpa para as estruturas administrativas do serviço público.

 

Texto: Sindienergia-RS